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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Auto-estima: você tem que ter!

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É comum nos dias de hoje, a gente conviver ou conhecer pessoas com baixa auto-estima e a consequência disso é a depressão, a apatia, a falta de alegria, o desânimo. Na corrida diária - as vezes, desenfreada - pela sobrevivência, muitas vezes esquecemos de valorizar as coisas simples.
Qual a última vez que contemplamos o entardecer, com o sol se despedindo por trás das nuvens? Quantas vezes acordamos observamos a beleza do raiar do sol? E quando viajamos, observamos a natureza pela estrada, ou no máximo ouvimos uma música qualquer? A verdade, é que muitos de nós "não temos tempo" para estas coisas simples. Assim como também não "temos tempo" para rezar de forma concentrada no quarto ou mesmo visitar uma Igreja para um momento de oração. No máximo, vamos a Missa ou ao Culto no fim de semana...As vezes, mais como uma obrigação ou até um lazer; do que como forma de comunhão com Deus.
Estamos frequentemente esquecendo que a auto-estima, a valorização da vida, o otimismo, que são fundamentais para uma sobrevivência saudável - eu disse fundamental - só existe, quando temos tempo      para nutrir nossa alma e nossa convivência com Deus.
Nesta semana o tema dos nossos encontros no Projovem de Caicó foi a AUTO-ESTIMA e ontem o Projovem Adolescente de Caicó proporcionou aos adolescentes, uma palestra com Edilson de Jesus, no CAIC, reunindo adolescentes de todos os pólos. Ele tem 28 anos e em 2006 sofreu um grave acidente, recebendo uma forte descarga elétrica, enquanto trabalhava aqui em Caicó. Passou 6 meses no Hospital Walfredo Gurgel em tratamento, fez diversas cirurgias, amputou os dois braços e hoje usa uma sonda; mas sente-se feliz e passa uma mensagem positiva de amor a vida, onde vai.
Edilson trabalha com design, criando logomarcas, usando o computador sem dificuldade; teclando com o dedão dos pés. Ele já ministrou palestra em Mossoró, na Petrobrás, onde falou aos funcionários sobre os riscos de acidentes de trabalho e continua sua missão de transmitir uma lição de auto-estima e otimismo, nas escolas, entidades, empresas e onde é chamado.
De uma forma simples e sobretudo verdadeira, Edilson fala sobre sua vida antes, durante e depois do período do acidente. Ele fala que foi depois do acidente que começou a enxergar a vida de verdade, valorizando cada amanhecer e anoitecer, agradecendo a Deus diariamente pela vida que tem, encontrando a felicidade de uma forma plena; por saber reconhecer alegria de viver nas coisas simples e nas pessoas ao seu redor. Destaca que a fé em Deus e a vontade de viver, sempre falaram mais alto e diz que acredita que foi escolhido por Deus para dar testemunho de fé e levar uma mensagem positiva, de valorização da vida, aos que precisam.

Anna Jailma - Orientadora Social do Projovem

quarta-feira, 8 de junho de 2011

AVISO

Avisamos aos adolescentes do Projovem de Caicó, que hoje não haverá funcionamento do Projovem nos polos; em decorrência da morte e sepultamento de Ayslam.
Amanhã o funcionamento do Projovem volta ao normal, em todos os coletivos.
Agradecemos a compreensão de todos.



Anna Jailma - Orientadora do Projovem

terça-feira, 31 de maio de 2011

Trabalho Infantil

Ontem dois coletivos que funcionavam na Escola Rosa de Lima, passaram a funcionar no antigo prédio da Escola Olívia Pereira, que fica bem atrás da Escola Rosa de Lima; tendo como orientadoras do Projovem, Anna Jailma e Andiara.
O assunto em debate nesta primeira semana, nas novas instalações, foi o Trabalho Infantil.  Ontem, o tema foi abordado com uma breve explicação sobre os direitos da criança e do adolescente no referente ao trabalho; conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente. Também foi  usado vídeo com cenas de crianças que são exploradas, pedindo dinheiro nos semáforos, trabalhando no campo, na lavoura, nos lixões e em diversas outras situações.
Depois do vídeo, houve a provocação de uma reflexão sobre nossa realidade, nossas crianças: que tipo de trabalho infantil presenciamos em nossa cidade? O que leva uma criança a pedir nas ruas ou ir ao lixão catar materiais? Quais os programas sociais que o Governo Federal desenvolve para retirar as crianças do trabalho infantil e por que isso ainda não é suficiente? O que pode ser feito para mudar esta situação e levar as crianças para a escola?
A partir do debate, os adolescentes escreveram cartas ou textos, sobre o trabalho infantil. As cartas seriam direcionadas a alguém que eles acham que podem ou devem fazer algo a favor das crianças e dos adolescentes. Eles criaram situações, histórias, envolvendo crianças e trabalho infantil. Vamos divulgar alguns textos aqui:



"Meu nome é Ana Santana. Eu queria mandar esta carta para os governantes, pedindo mais lazer, Educação, respeito e uma boa escola; para eu sair desta miséria e deste trabalho, porque meu lugar é na escola, aprendendo coisas importantes para o meu futuro, lá pra frente, porque é o que eu mereço.
Eu tenho um sonho e pra este sonho se realizar, é preciso de tudo isso e um pouco mais, porque eu sou uma criança e toda criança tem seus direitos como: escola, lazer, respeito e muito mais."
[ escrito por Ana Santana, adolescente do Projovem] 

"O Brasil apresenta recursos de um país desenvolvido. Infelizmente, vários fatores impedem o Brasil de se destacar entre os mais ricos do mundo e um deles é a desigualdade social, que acontece por causa da falta de senso dos governantes; que só criam procedimentos que beneficiam somente a si mesmos.
Atitudes como essa só provoca mais desigualdade e força as famílias de baixa classe social, a obrigar as crianças ou adolescentes à trabalharem, na maioria das vezes por necessidade. Esse trabalho as vezes não é o mais "saudável" - prostituição, tráfico de drogas."
[Benevides, adolescente Projovem]


"Papai do Céu, venho te pedir para o Senhor me ajudar, para fazer meu papai parar de beber e bater em minha mamãe. Te peço Papai do Céu, para o Senhor me proteger, para o Senhor me tirar dessa vida sofrida, de viver quebrando pedra e comendo restos de frutas na feira livre. Peço Papai do Céu para também ter bons estudos, para um dia eu poder ajudar minha mamãe e meus irmãozinhos, para um dia eu poder fazer um programa para proteger outras crianças que também precisam de ajuda. Amém."
[Mayara - adolescente do Projovem]



Anna Jailma - Orientadora Social do Projovem